Material tem caráter orientativo e busca esclarecer dúvidas sobre a aplicação das normas, especialmente no contexto do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)
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Reforma Tributária – ERPs e contadores precisam se unir para que empresas não sejam surpreendidas
A reforma tributária brasileira, com seus novos tributos está gerando grande expectativa e preocupação entre as empresas que dependem de sistemas de ERP
A reforma tributária brasileira, com seus novos tributos, como a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), está gerando grande expectativa e preocupação entre as empresas que dependem de sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning) para o gerenciamento de suas operações fiscais e financeiras. A ausência de regulamentação clara e a iminente transição para um novo sistema tributário impõem desafios significativos para muitas organizações, que buscam uma solução para garantir conformidade e evitar impactos negativos.
Um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas que utilizam sistemas ERP é a falta de regulamentação final da reforma tributária. Sem os layouts técnicos definitivos, como regras de cálculo e novos códigos de tributos, os fabricantes de ERP ainda não conseguem realizar os ajustes necessários. Além disso, a convivência simultânea de dois regimes tributários diferentes – o atual e o futuro – exige dos ERPs a capacidade de adaptar cálculos e gerar relatórios compatíveis com ambos os modelos.
Como explica Júlio Rodrigues, diretor de Inovação da Confirp Contabilidade, a preparação antecipada para a reforma tributária é essencial. “Hoje, todos os ERPs estão com dúvidas quanto às mudanças, porque a reforma tributária terá um impacto direto sobre todos os processos tributários e financeiros das empresas. Aqueles que estão se preparando agora terão muito mais chances de se adequar e de estar prontos quando a reforma entrar em vigor”, afirma Júlio. Ele complementa que as empresas de contabilidade também precisam estar atualizadas e serem inovadoras para garantir que possam oferecer suporte qualificado, ajudando na adaptação das empresas de forma mais eficiente.
Fábio Rogério, sócio da ALFA Sistemas de Gestão – Consultoria GOLD SAP, também reforça a importância da antecipação e de uma abordagem proativa nesse cenário. Ele explica que muitas empresas estão se preparando para a reforma tributária com ajustes nos sistemas de ERP e um planejamento estratégico de transição fiscal. “O que estamos vendo é que, para as empresas que já estão se antecipando, o risco de estar desatualizado ou de ser pego de surpresa será muito menor. Estamos trabalhando junto aos nossos clientes para ajustar os cadastros de produtos, revisar as tabelas fiscais e preparar os sistemas para operar com múltiplos regimes tributários simultaneamente”, destaca Fábio Rogério.
Os desafios da Reforma Tributária para as empresas
Apesar das iniciativas de preparação, a falta de uma regulamentação final tem causado insegurança nas empresas. Segundo Júlio Rodrigues, a maior dificuldade é a paralisação de iniciativas técnicas nos ERPs. Sem as definições claras, os desenvolvedores não conseguem criar ou adaptar as regras fiscais, ajustar as tabelas e campos obrigatórios ou realizar testes reais de apuração tributária. Isso dificulta a implementação de melhorias contínuas e impacta diretamente no planejamento fiscal das empresas.
O cenário é ainda mais desafiador para aquelas que precisam operar com dois sistemas tributários durante a transição (2026-2032). Empresas que atuam em diferentes estados ou que lidam com vendas intermunicipais enfrentam um desafio maior, já que os tributos estaduais e federais precisam ser gerenciados de forma segregada e com regras fiscais diferentes.
Fábio Rogério reforça a importância de um planejamento contínuo e bem estruturado nesse período de transição. Ele destaca que a preparação para a reforma não é apenas uma questão de ajustar os sistemas de ERP, mas também de garantir que todos os processos internos da empresa, como a gestão tributária, estejam adequados para a mudança. “A questão é como usar as ferramentas que temos à disposição para garantir que a transição não seja uma dor de cabeça, mas sim uma oportunidade de otimização dos processos fiscais e operacionais”, pontua Fábio Rogério.
A parceria estratégica entre empresas de ERP e Contabilidade
Uma das estratégias que tem se mostrado eficaz para enfrentar as mudanças da reforma tributária é a parceria entre empresas de ERP e escritórios de contabilidade especializados. O apoio de profissionais de contabilidade que estão atentos às atualizações da legislação tributária, tem sido essencial para garantir a conformidade fiscal das empresas.
Fábio Rogério reforça que a integração entre TI e contabilidade é fundamental para que as empresas possam realizar uma transição sem erros e de maneira ágil. “A integração dos sistemas ERP com o apoio contábil especializado é essencial para uma adaptação eficiente. É preciso criar um fluxo de comunicação constante entre as equipes para garantir que nossos clientes não só tenham os sistemas prontos, mas também que seus processos fiscais estejam perfeitamente alinhados às novas exigências”, conclui Fábio Rogério.
A visão de futuro: preparando-se para o impacto da Reforma
A reforma tributária, com suas complexidades e mudanças, não será um desafio apenas para grandes empresas, mas também para aquelas de médio e pequeno porte, que já estão começando a se preparar. Para Fábio Rogério, o segredo para navegar nesse cenário está em começar cedo e buscar sempre a atualização tecnológica. Ele destaca: “As empresas que começarem agora, que estiverem dispostas a ajustar seus sistemas e a trabalhar com parceiros de confiança, como escritórios de contabilidade especializados, estarão mais preparadas para os desafios que vêm por aí.”
E, para Júlio Rodrigues, a reforma tributária também traz um grande potencial de transformação para as empresas que souberem se adaptar. “As mudanças podem ser desafiadoras, mas também oferecem uma oportunidade para as empresas reestruturarem seus processos internos, aperfeiçoarem sua gestão fiscal e se colocarem em uma posição de vantagem competitiva no mercado.”
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