A Declaração Anual do MEI, assim como outras obrigações, gera dúvidas para o seu preenchimento. Uma delas é se o MEI sem movimento precisa entregar a declaração
Área do Cliente
Notícia
Games: de quem é a propriedade e como pagar os tributos?
Enfim de quem é a propriedade?
Dados de 2012 da Newzoo sobre o mercado brasileiro de games revela que há um crescimento anual de 15% ao ano no número de games, alcançando 35 milhões, sendo que 54%, ou seja 21,7 milhões de pessoas aceitaram pagar por estes jogos eletrônicos. Esse aumento fez com que o País se tornasse o 4o maior mercado mundial, com faturamento de R$ 2,6 bilhões, um avanço de 60% em relação a 2011, porém com potencial de atingir em até 2016 negócios da ordem de R$ 4 bilhões.
De fato, a explosão e popularização dos games em redes sociais, sites de jogos, mobile, MMO, Console, e em PC e Mac, somado ao aumento significativo nas vendas de smartphones, tablets e consoles, tem levado os usuários de jogos digitais a gastar em média 10,7 horas por semana jogando.
Porém, as aplicações de games não se restringem apenas ao entretenimento dos usuários, atualmente há empresas especializadas no desenvolvimento de jogos corporativos vinculados a planos de participação nos lucros e resultados – PLR, educação, integração e interação de pessoas, de terapia ocupacional e de saúde, realidade virtual, entre outras.
Para o desenvolvimento desses jogos virtuais, as empresas têm contratado profissionais das áreas de TI, engenharia, cinema, arte, desenho, cultura, música, esportes, design, marketing, entre outras, criando uma inteligência de negócio que começa a colocar em dúvida a propriedade desse conhecimento encapsulado num jogo virtual.
Sem contar que a globalização e o uso massivo de redes de colaboração por crowdsourcing, integra profissionais brasileiros e estrangeiros no mesmo resultado final, causando dúvidas cada vez maiores em relação a Propriedade Intelectual dos games. Enfim de quem é a propriedade?
Legislação brasileira
No Brasil, as Leis que regem a criação intelectual são 9.279/96 (Marcas e Patentes), 9.609/98 (Lei de Software) e 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais), enquanto que em outros países há normas de copyright que podem conflitar com as normas brasileiras, na reivindicação dos direitos dos criadores.
Em cada uma dessas leis, há peculiaridades que podem colocar em dúvida se realmente trata-se de um game, software, invenção, modelo de utilidade, obra ou produção artística, audiovisual, composições musicais, desenho, fotografia, ou um híbrido coletivo?
E para cada um desses há regras específicas que podem colocar em risco a empresa de desenvolvimento de games nesse universo de convergência de leis pela tecnologia, causando uma instabilidade jurídica que deve ser cuidada e prevenida, sob o risco de ruína do próprio negócio.
Entre os riscos eminentes, é que dependendo da criação do game, há direitos patrimoniais e morais envolvidos que podem acarretar na reivindicação dos autores e criadores na participação dos benefícios financeiros e econômicos das obras, bem como o bloqueio da modificação da obra, sem contar que após a morte destes a perpetuação de autoria e de seus benefícios para os herdeiros.
Nesse sentido, independentemente da forma de contratação desse profissionais, é necessário que os contratos abranjam todos os aspectos e os riscos inerentes à propriedade intelectual, na medida que podem representar um grande problema jurídico que pode não só afetar a empresa como os coautores da obra coletiva.
Sem contar a eventual interveniência de órgão reguladores, na cobrança de taxas e direitos nas execuções públicas de algumas das obras, ocasionando um reflexo nos custos que nem sempre a empresa está informada ou orientada nesse sentido.
A questão fica ainda mais tormentosa quando se trata da legislação tributária, na medida em que a forma de disponibilização e cobrança financeira, podem acarretar multas milionárias por enquadramento fiscal incorreto e evasão fiscal, sem contar eventuais crimes de sonegação fiscal.
Tanto é que no 1o semestre desse ano, nos EUA, a Apple foi acusada de criar verdadeiras anomalias tributárias, utilizando-se de brechas nas normas para se deixar de pagar e declarar os impostos entre 2009 e 2012, apesar de ter obtido receita de US$ 30 bi, sendo objeto de investigação pelo Senado Americano.
É preciso lembrar que no Brasil, a maioria dos desenvolvedores de games ainda são compostas de pequenas e médias empresas que nem sempre estão estruturadas e respaldadas por especialistas na área jurídica, voltadas para esse setor, o que pode causar distorções de entendimento capazes de gerar jurisprudência prejudicial a esse novo, crescente e promissor segmento no país.
Portanto, para cada modelo de negócio adotado e a forma de criação e desenvolvimento desses jogos virtuais as empresas deverão tomar os devidos cuidados para evitar problemas jurídicos futuros, sob pena de sucumbir as defasadas normas que cada vez menos acompanham os avanços de uma sociedade cada vez mais digital.
Notícias Técnicas
Em meio à temporada de Imposto de Renda, o contador que tem o MEI como cliente estratégico precisa ficar atento ao prazo da declaração anual do MEI
A Receita Federal e o Encat publicaram, nesta 5ª feira (23.abr.2026), a Nota Técnica 2020.001 Versão 1.60
A partir de maio de 2026, será possível realizar sustentação oral na 1ª instância do contencioso administrativo fiscal
Saiba como mitigar riscos e identificar oportunidades na convivência de dois sistemas tributários
Notícias Empresariais
Evolução não depende apenas do que você faz bem. Depende do quanto você está disposto a sair disso para alcançar o próximo nível
Com tarefas operacionais migrando para agentes inteligentes, o mercado eleva a régua de senioridade, pressiona o RH a redesenhar carreiras e reposiciona o diferencial humano
Organizações que ainda tratam compliance como burocracia jurídica correm o risco de perder credibilidade interna, elevar o turnover e comprometer sua atratividade no mercado de trabalho
Confira a seleção de leituras estratégicas para avaliar o momento profissional e planejar os próximos passos
Com a regulação ganhando forma, o desafio das empresas passa a ser mapear, controlar e responder pelo uso de IA já em operação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional