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Pró-labore e o IR 2026: como declarar e evitar erros que podem custar caro
Nova faixa de isenção de R$ 5 mil altera o cálculo para sócios e empresários. Planejamento mensal pode evitar a malha fina
Para o sócio de uma empresa, a dúvida sobre “como pagar o justo no Imposto de Renda” em 2026 passa, obrigatoriamente, pelo gerenciamento do pró-labore.
Diferente da distribuição de lucros, o pró-labore é a remuneração pelo trabalho do sócio e, para a Receita Federal, ele é tributado como um salário comum. Por isso, em 2026, a escolha do valor de retirada mensal tornou-se o fator decisivo para o bolso do empresário.
A grande mudança deste ano reside na nova tabela progressiva. Com a faixa de isenção mensal subindo para R$ 5 mil, criou-se uma oportunidade estratégica: retiradas de pró-labore dentro desse limite tendem a ficar isentas ou gerar um imposto mínimo.
No entanto, ultrapassar esse teto sem planejamento pode elevar rapidamente a carga tributária no ajuste anual.
O peso do Pró-labore na declaração
Por ser um rendimento tributável recebido de pessoa jurídica, o pró-labore compõe a base de cálculo que define quanto o contribuinte deve ou tem a receber do Fisco. Em 2026, o efeito prático é direto: se o pró-labore for superior a R$ 5 mil, ocorre a retenção mensal de imposto.
Se essa retenção for maior do que o necessário, o sócio garante uma restituição mais polpuda. Se for menor, o susto vem na hora de pagar a diferença em abril. Por essa razão, contadores alertam que o pró-labore não é apenas um “detalhe contábil”, mas um argumento financeiro que deve ser revisado mês a mês.
Erros que custam caro
Um dos deslizes mais comuns é a falta de cruzamento de dados. Tudo o que a empresa informa na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) deve bater exatamente com o que o sócio declara. Divergências nesses valores são o caminho mais rápido para a malha fina.
Outro ponto de atenção é o “pró-labore disfarçado”. A Receita Federal tem intensificado a fiscalização sobre empresas que não possuem contabilidade regular.
Nesses casos, se o sócio faz retiradas de dinheiro sem que haja lucro comprovado por balanço, o Fisco pode reclassificar todo o valor como pró-labore. O resultado é a cobrança retroativa de imposto de renda e contribuição previdenciária sobre valores que o empresário julgava estarem isentos.
Planejamento antecipado
A recomendação dos especialistas para 2026 é clara: não se deve esperar o período da declaração para agir. O ajuste do pró-labore deve ocorrer ainda no ano-calendário.
Definir uma retirada compatível com a função do sócio, mas que também aproveite as novas faixas de isenção, é a maneira mais eficaz de reduzir o imposto de forma legal. No cenário atual, a regra é: quem planeja a retirada mensal, dorme tranquilo com a declaração anual.
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