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5 medidas de gestão para proteger sua empresa em tempos de crise
Planejamento de caixa, renegociação e cortes seletivos estão entre as ações que garantem fôlego financeiro e competitividade
O número de pedidos de falência no Brasil cresceu 18,9% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Serasa Experian, o maior índice desde 2020. O avanço é reflexo direto do consumo retraído, do crédito caro e da falta de preparo financeiro das empresas, principalmente de pequeno e médio porte. Para o advogado e contador Marcos Pelozato, especialista em reestruturação empresarial com 14 anos de atuação, “as companhias que atravessam crises sem um plano de gestão estruturado acabam reféns da própria desorganização”.
De acordo com o especialista, cinco medidas podem fazer a diferença entre a recuperação e o colapso, planejar o fluxo de caixa, negociar contratos, adequar dívidas, cortar despesas de forma seletiva e manter controle rigoroso sobre os indicadores financeiros. “A crise não avisa quando chega, por isso a empresa precisa operar como se estivesse permanentemente em modo preventivo. As decisões devem ser técnicas, e não emocionais”, afirma.
O primeiro passo, segundo Pelozato, é o planejamento de fluxo de caixa, que permite identificar entradas e saídas com antecedência. “É o mapa da sobrevivência. Sem esse controle, o gestor não enxerga o prazo de fôlego que tem nem o ponto exato em que o caixa ficará negativo”, explica. O segundo ponto é renegociar contratos e obrigações, o que inclui fornecedores, bancos e parceiros comerciais. “Muitos contratos podem ser readequados, mas poucos empresários procuram orientação técnica antes de se endividar.”
A terceira medida envolve a readequação de dívidas, etapa que deve ser acompanhada de uma avaliação detalhada da estrutura societária e dos custos tributários. Dados do IBGE mostram que mais de 60% das empresas brasileiras operam com margem de lucro inferior a 10%, cenário que exige reestruturação constante. “O endividamento não é o problema; o problema é a ausência de estratégia para administrá-lo”, destaca Pelozato.
O quarto passo é o corte seletivo de despesas, que exige análise racional sobre quais custos realmente geram retorno. “Cortar tudo de forma aleatória é tão perigoso quanto não cortar nada. Há gastos que sustentam a operação e que, se eliminados, podem comprometer a receita futura”, ressalta o especialista. Por fim, o quinto ponto é a governança de dados financeiros, isto é, acompanhar mensalmente indicadores como margem, inadimplência e rentabilidade.
Para o advogado, o maior desafio é cultural. “Ainda existe resistência em buscar ajuda especializada. Muitos empresários tratam a mentoria e a consultoria como custo, quando na verdade são investimentos que evitam prejuízos maiores”, observa. Pesquisas do Sebrae indicam que apenas 6% dos empreendedores buscaram orientação profissional em 2024 e que 70% das empresas que encerraram as atividades nunca haviam recebido capacitação ou assessoria de gestão.
Na avaliação de Pelozato, 2026 deve continuar marcado por juros elevados e crescimento lento, o que exigirá disciplina e planejamento das empresas brasileiras. “Quem entender a gestão como ferramenta de proteção e não como burocracia terá mais chances de permanecer competitivo”, conclui.
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