A Receita Federal destaca que, caso o contribuinte regularize todas as omissões de obrigações acessórias, antes da publicação do Ato Declaratório Executivo (ADE), ainda será possível evitar a declaração de inaptidão
Área do Cliente
Notícia
Ouro atinge novo recorde na expectativa de cortes de juros do Fed
Tensões geopolíticas e previsão de corte de juros do Fed impulsionam cotação
O ouro atingiu o maior nível histórico ao alcançar na última segunda-feira (15) o patamar de US$ 3,7 mil por onça. A alta veio em meio ao monitoramento das tensões geopolíticas e as expectativas de cortes nos juros do Federal Reserve (Fed), previstos para quarta-feira (17).
Conforme detalha o diretor de ouro da Ourominas, Mauriciano Cavalcante, o metal precioso tem se beneficiado da fraqueza do dólar frente a outras moedas emergentes e do aumento da demanda por ativos considerados como “porto seguro” em contexto de incertezas macroeconômicas e geopolíticas.
Segundo ele, o UBS, grupo suíço e global gestor de patrimônio, que possui um dos maiores bancos da Suíça, elevou a projeção do preço do ouro no fim de 2025 para US$ 3,8 mil por onça, citando justamente o cenário de juros mais baixos nos Estados Unidos (EUA), o dólar enfraquecido e as tensões globais contínuas. “Para meados de 2026, o banco estima valores ainda maiores”, comenta.
Atualmente, o preço do ouro à vista está em US$ 3.683,28 por onça, com ligeira correção. Entretanto, apesar do otimismo estrutural, Cavalcante diz que é preciso cautela nos investimentos pois há risco de que ocorra uma correção de curto prazo. “Estimativas apontam para uma queda entre 5% a 6% antes que o ouro retome a trajetória de alta em direção a US$ 4.000/oz”, diz.
No Brasil, segundo Cavalcante, o metal ainda segue influenciado por fatores domésticos. “A cotação do dólar, as expectativas de inflação e o câmbio exportador/importador têm afetado os custos de importação e os prêmios locais, interferindo nos valores”, explica.
O estrategista de ações da Genial Investimentos, Filipe Villegas, entende que o ouro é como um termômetro. “Ele acumula alta de 34% no ano, refletindo não apenas a busca por proteção, mas também um ambiente de dólar estruturalmente mais fraco, cenário que historicamente beneficia os emergentes”, ressalta.
Como proteção, Villegas recomenda manter a posição do ouro como risco de cauda, ou seja, usá-lo como estratégia financeira para proteger uma carteira de grandes perdas em eventos raros, porém de alto impacto. “Com volatilidades implícitas historicamente baixas, o custo de proteção também se mostra atrativo para investidores mais sofisticados”, diz.
Com avaliação semelhante, o analista da Investo, Danilo Moreno, acredita que o ouro vem batendo recordes porque voltou a ocupar o centro das estratégias de proteção em um ambiente de tensões geopolíticas e incertezas econômicas. “O congelamento de reservas russas durante a guerra da Ucrânia expôs a vulnerabilidade de ativos em moedas tradicionais como o dólar, e desde então, diversos bancos centrais intensificaram a diversificação de reservas”, destaca.
Segundo Moreno, o ritmo de compras de ouro já é cinco vezes maior que a média da década passada, reforçando a pressão de demanda. “Além disso, o metal ganha força pela sua função histórica de ‘porto seguro’ em momentos de turbulência, seja por temores de inflação, seja por riscos políticos e de liquidez global. Essa característica explica por que mesmo em movimentos abruptos de mercado, o ouro tende a ser visto como alternativa de estabilidade”, argumenta.
No campo monetário, Moreno avalia que a expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos é um fator adicional de suporte. “Com taxas mais baixas, o custo de oportunidade de manter ouro diminui frente a ativos que pagam fluxo de caixa, como títulos públicos. A soma desses elementos sugere que o metal pode consolidar novos patamares no médio e longo prazo, ainda que oscilações de curto prazo sejam naturais”, finaliza.
Notícias Técnicas
Débitos no valor de até 60 salários mínimos podem chegar a 50% de desconto
Informar todos os valores que compõem a declaração é essencial para evitar inconsistências de dados entre a fonte pagadora e as informações apresentadas na declaração
Mesmo isenta de tributação desde 2023, a pensão alimentícia continua no radar da Receita Federal e deve ser informada na declaração do Imposto de Renda 2026
Quem é MEI pode precisar fazer duas declarações à Receita Federal: a declaração como pessoa física, para informar rendimentos e ajustar o Imposto de Renda, e outras informações patrimoniais
Notícias Empresariais
Cedo ou tarde, todos nós descobrimos que a vida real começa exatamente quando o Plano A falha
Em um cenário imprevisível, o diferencial não está em quem controla tudo — está em quem consegue evoluir junto com a mudança
Para o escritor Luis Carlos Marques Fonseca, crises, desconfortos e relações humanas podem levar ao amadurecimento quando há autoconhecimento, presença e responsabilidade
Segundo o Dicionário Aurélio, líder é quem tem autoridade para comandar, sendo até tratado como sinônimo de chefe. Na prática, porém, essa equivalência nem sempre acontece
Investidor deve estar atento para situações que podem afetar os mercados e suas aplicações; veja quais e como se proteger
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional