Lives ocorrerão todas as quartas-feiras, com temas variados para orientar contribuintes sobre o IRPF 2026
Área do Cliente
Notícia
Saúde mental agora é obrigação das empresas mas só agora?
Nova legislação reconhece o óbvio: empresas que cuidam da saúde mental colhem melhores resultados e não é de hoje
Desde 2024, com a promulgação da Lei 14.831, o cuidado com a saúde mental passou oficialmente a ser uma obrigação das empresas. A lei institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, uma iniciativa que visa reconhecer e estimular organizações que adotam práticas efetivas de promoção do bem-estar psicológico no ambiente de trabalho.
Muitos da minha geração, ou de gerações anteriores, ainda resistem a essa pauta. Entendo o porquê: crescemos em ambientes onde líderes tóxicos eram normalizados, e suportar esse cenário sem reclamar era visto como um sinal de força. Não se falava sobre saúde mental, burnout, nem assédio. Não se acreditava que o trabalho pudesse ser fonte de prazer, realização e bem-estar.
Felizmente, tive o privilégio de enxergar essa transformação de mentalidade ao longo da minha trajetória, em diferentes funções, empresas e modelos de trabalho — o que me proporcionou múltiplas perspectivas. E mais ainda, ao migrar de vez para a área de RH. É inegável o impacto que líderes e organizações têm na vida das pessoas — e o quanto elas podem florescer, ou adoecer. Consequentemente, o impacto nos resultados também é direto: eles podem ser extraordinários e sustentáveis — ou não.
Em tempos de mudanças rápidas e constantes, com evolução tecnológica acelerada, insegurança econômica, crises políticas e demandas crescentes, as pessoas estão adoecendo. Isso é fato.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que transtornos mentais como ansiedade e depressão custam à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. Para cada dólar investido em saúde mental no trabalho, estima-se um retorno de quatro dólares. Esse dado reflete o impacto direto de práticas psicológicas bem estruturadas no ambiente corporativo.
Na minha visão, o que deveria ser enxergado como uma oportunidade estratégica de valorização do capital humano precisou virar uma exigência legal. Ainda assim, nos deparamos com pensamentos míopes de lideranças que enxergam o cuidado com a saúde mental como “custo” — ou até mesmo como “mimimi”.
Mas o mundo está mudando. As pessoas hoje sabem que podem — e devem — buscar mais. Sim, querem se sentir respeitadas e pertencentes — afinal, todos buscamos isso. Talvez, no passado, não acreditássemos que fosse possível. As empresas que não se adaptarem a essa realidade vão inevitavelmente perder talentos.
E, nesse cenário, o papel do RH se mostra estratégico e essencial para uma mudança de paradigmas nas organizações, traduzindo uma cultura de cuidado e uma gestão mais humana em resultados concretos de negócio.
Cuidar da saúde mental vai além de propor iniciativas pontuais ou contratar terapia online. É sobre uma gestão que abre espaço para entender o humano, que acolhe vulnerabilidades e valoriza a autonomia — potencializando as capacidades de cada um. É cultura!
Quando as pessoas se sentem valorizadas e respeitadas, elas preferem ficar — e entregam mais. O cuidado com as pessoas precisa ser parte da estratégia da empresa. Estamos falando de gente, mas também de resultado. As empresas que entenderem isso certamente gerarão resultados melhores e mais sustentáveis.
Notícias Técnicas
Documento está disponível no Meu INSS; confira como emitir o extrato, corrigir pendências e garantir a declaração dentro do prazo
Portal e-CAC concentra principais serviços fiscais da Receita Federal e permite consultar informações tributárias, acompanhar processos e enviar declarações
Entenda como informar bens, resgates e sorteios na declaração do IR
Declaração pré-preenchida facilita o envio do Imposto de Renda 2026 e entra na ordem de prioridade da restituição, especialmente quando combinada com Pix
Notícias Empresariais
Custo relevante e volátil transforma energia em variável crítica para competitividade e previsibilidade financeira
Capacidade de integrar gestão e estratégia é o que diferencia quem apenas executa bem de quem realmente contribui para o crescimento do negócio
Análise de dados, BI e leitura estratégica de indicadores deixam de ser diferenciais de nicho e passam a influenciar protagonismo profissional, mobilidade interna e desenvolvimento de pessoas
Quando se fala em reduzir jornada, é preciso lembrar que milhões dessas mulheres não são apenas trabalhadoras. São empregadoras
O número de brasileiros inadimplentes saltou de 59 milhões, em 2016, para 81,7 milhões em 2026, o que representa um avanço expressivo de 38,1%
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional