Os 41 SESCONs e SESCAPs espalhados pelo Brasil juntamente com os 27 CRCs estão prontos para receber os contribuintes nesta sexta-feira, dia 10 de abril, em todas as regiões do Brasil
Área do Cliente
Notícia
Como fica a renda fixa com o aumento da Selic?
Estrategistas alertam para mais turbulência nos investimentos devido às incertezas no cenário interno e externo este ano
O Banco Central (BC) iniciou na semana passada o início de uma política de alta de juros, ao elevar a taxa Selic para 2,75% ao ano e prometer uma elevação da mesma magnitude na próxima reunião, nos dias 4 e 5 de maio. A perspectiva para o investimento na renda fixa melhorou, mas especialistas alertam que ainda há riscos.
As projeções do último Boletim Focus, de uma semana atrás, apontam uma inflação de 4,6% no fim do ano, e a Selic também deve ficar nesse patamar, mas já há quem fale em 6%. Ou seja, os títulos pós-fixados ficariam no zero a zero com a inflação. Mas tudo pode mudar.
"O mercado de juros futuros está precificando a Selic em 6% ao ano já, prevendo que o Banco Central vai ter que conter a alta da inflação e do dólar, acima do que prevê o consenso do BC", afirma Luis Barone, sócio-diretor da Galapagos Wealth Management.
Para o ano que vem, as incertezas são ainda maiores. No cenário interno, há preocupações quanto ao resultado fiscal e às eleições, e no exterior as taxas de juros americanas futuras estão em alta após o pacote de estímulos do governo Joe Biden, de US$ 1,9 trilhão.
"Quando se começa uma alta de juros, a dúvida de até onde vai é crítica. A taxa média de juros no Brasil nos últimos dez anos é de 10%. Apesar de ninguém esperar mais uma Selic de dois dígitos, isso nunca pode ser descartado", afirma Sandra Blanco, estrategista-chefe da Órama.
Indexados à inflação
Especialistas recomendam diversificar os investimentos. A reserva de emergência continua em títulos pós-fixados com liquidez diária, como Tesouro Selic, fundo DI com uma taxa de administração baixa e até mesmo a poupança, já que a antiga (depósitos até maio de 2012) ainda garante um bom rendimento.
Depois pode-se apostar principalmente em títulos atrelados à inflação, ou prefixados com boa rentabilidade, desde que se permaneça neles até o vencimento.
"Neste cenário, ter posições indexadas à inflação no seu portfólio não só contribui para a diversificação usual da sua carteira de investimentos como protege o poder de compra em um ambiente de maior incerteza por causa da retomada do crescimento global, da pandemia no Brasil e da política local", afirma Guilherme Dultra, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e sócio da Evox Capital.
Para Barone, da Galapagos, o fundo DI pode ser uma boa alternativa “de espera” em situações de turbulência, porque garante liquidez. E ressalta:
"A curto prazo, a poupança tem um rendimento melhor do que o DI."
Há opções de títulos públicos com rendimento a partir de 7,5% ao ano, ou de 3,3% mais a inflação no Tesouro Direto. Mas é possível conseguir rendimentos maiores em crédito privado assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). São exemplos o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Imobiliário (LCIs) — estas, isentas de Imposto de Renda.
Para quem quer mais rendimento, há opções mais arriscadas, mas sem a garantia do FGC, de até R$ 250 mil por CPF. Nesse caso, é preciso ver a qualidade do emissor do crédito.
"É possível encontrar ainda opções de títulos privados de renda fixa com melhor rentabilidade, como debêntures (títulos de dívida), CRIs e CRAs. No entanto, como esses ativos não são garantidos pelo FGC, é preciso ficar atento ao risco do emissor dos títulos, e não só à rentabilidade dos mesmos", diz Leonardo Alvarenga, Diretor da Investmind.
Fundos multimercado
"É sempre bom ter um pouco de risco na carteira, desde que controlado. A Bolsa ainda está abaixo da sua cotação pré-pandemia, de 120 mil pontos, então ainda há oportunidades", diz Pedro Barbirato Rosa, diretor de produtos do banco digital Modalmais.
Ele afirma que o ciclo de crescimento ainda não voltou e que papéis ligados a commodities têm perspectivas de valorização.
Barone, da Galapagos, aponta que é possível aplicar em juros atrelados ao IPCA, com até dois anos de prazo, porque estamos “em um momento de virada de cenário”.
Segundo os especialistas, os fundos multimercado continuam sendo a melhor recomendação, pois investem em oportunidades tanto na renda fixa quanto na variável.
"Não adianta ficar tentando adivinhar. É diversificar. Nesse sentido, é importante ter um bom fundo multimercado, que já diversifica e consegue alcançar melhores opções no mercado", afirma Sandra Blanco.
Notícias Técnicas
Com o início da temporada de declarações do IRPF 2026 uma questão volta a dividir os contribuintes: qual modelo adotar, o simplificado ou o completo
Norma padroniza o acesso por meio da conta gov.br e estabelece regras para autorização de representantes, uso dos serviços digitais e medidas de segurança
Nova versão do sistema corrige erros no download de arquivos
Atualização amplia as formas disponíveis para envio da declaração
Notícias Empresariais
Crescimento profissional exige intenção. Não basta fazer mais. É preciso fazer melhor, com foco e direcionamento
Entre promessas vagas, currículos ignorados e networking de aparência, a velha lógica do quem indica continua viva mas cada vez mais seletiva, conveniente e desconfortavelmente hipócrita
Resgatar capacidade de agir exige reconhecer o fim de antigas certezas e criar pontos de apoio que sustentem a confiança
Você pode transformar sua intuição em influência de uma forma que gere confiança, conquiste credibilidade e leve as pessoas à ação
Descubra os principais deslizes na gestão do dinheiro que levam empresas a encerrar atividades ainda no início
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional