Material reúne 745 perguntas e respostas para auxiliar no preenchimento da declaração do IRPF referente ao ano-calendário 2025, com inclusões e atualizações baseadas em mudanças na legislação tributária
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País volta a registrar aumento no número de lojas
No primeiro semestre, 2.252 novos estabelecimentos comerciais foram abertos. Os destaques foram lojas no segmentos de hiper e supermercados
O saldo entre aberturas e fechamentos de estabelecimentos comerciais com vínculo empregatício voltou a crescer entre janeiro e junho deste ano, com um incremento de 2.252 pontos de venda.
A informação foi divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que prevê a abertura de 5,2 mil novas lojas até o final de 2018.
O pequeno número de lojas abertas no primeiro semestre do ano, na avaliação da entidade, se deve a incertezas do cenário político, que a instituição considera "um dos principais inibidores de investimentos”.
Para a confederação, mesmo no segundo semestre consecutivo de aumento e com o maior saldo semestral desde a segunda metade de 2013, quando foram abertas 16,7 mil lojas, “o tímido avanço expôs a perda de fôlego da economia e as incertezas quanto à materialização de investimentos por parte do setor”.
A previsão inicial da entidade era de que o setor abrisse este ano 20,7 mil pontos de venda no varejo do país, mas a previsão foi reduzida devido ao atual cenário de lenta recuperação econômica e de cautela nos investimentos.
Para a CNC, as paralisações do terceiro bimestre, a desvalorização do real, as pressões de custos impostas pelo ritmo mais acelerado de preços também contribuíram para o fraco desempenho do mercado de trabalho.
“Apesar do saldo positivo de lojas ao longo dos últimos seis meses, o ritmo de expansão do número de pontos de venda pode ser considerado tão frustrante quanto a percepção de desaceleração no ritmo de atividade econômica”, disse Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação.
Do total de 2.252 estabelecimentos abertos de janeiro a junho, os principais destaques são os segmentos de hiper e supermercados, que abriram 1.378 novas unidades, seguidos por lojas de artigos de uso pessoal e doméstico, com mais 841 e pelo ramo de vestuário, com mais 782.
A abertura de lojas ocorreu em 6 dos 10 segmentos do varejo. Por outro lado, estabelecimentos especializados em venda de materiais de construção foram os que mais fecharam as portas no semestre (-915).
A CNC também reduziu as projeções do percentual de crescimento do volume de vendas do setor de 4,7% para 4,5%.
REGIÕES
Regionalmente, os novos pontos de venda foram abertos em 11 das 27 unidades federativas, com destaque para os estados de São Paulo, com mais 2.468 estabelecimentos, Santa Catarina, com mais 852 e Minas Gerais, com mais 340.
O Rio de Janeiro, que vem enfrentando uma das maiores crises financeiras do estado, o número fechou o semestre negativo, com o fechamento de 1.038 estabelecimentos, o equivalente a 45% dos fechamentos entre os que registraram saldos negativos.
CRISE
A crise no varejo brasileiro teve início em 2014, quando as vendas encolheram 1,7%, o primeiro resultado negativo em onze anos, na comparação com o ano imediatamente anterior, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nos dois anos seguintes, o quadro se agravou, com o comércio apurando perdas reais de faturamento de 8,6% e 8,7% em 2015 e 2016, respectivamente, o que levou o setor a acumular retração de 20% nos volumes de venda nestes três anos.
O saldo entre aberturas e fechamentos de estabelecimentos acompanhou, com alguma defasagem, a retração nas vendas, especialmente nos anos de 2015 e 2016 e no primeiro semestre do ano passado, quando o setor acumulou a perda de 226,7 mil pontos de venda em todo o país.
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