A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
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Bolsa cai 1,09%; dólar vai a R$ 2,20
As bolsas tiveram reações desencontradas. No Brasil, o Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas no pregão de São Paulo, caiu 1,09%.
Os mercados continuaram repercutindo ontem a surpreendente decisão tomada na quarta-feira pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de manter as injeções mensais de US$ 85 bilhões por mês na economia. As bolsas tiveram reações desencontradas. No Brasil, o Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas no pregão de São Paulo, caiu 1,09%. Como o indicador havia subido 2,64% na véspera, sob o mar de otimismo gerado pela autoridade monetária norte-americana, investidores aproveitaram para vender papéis e embolsar os lucros, movimento que provocou a queda.
Já os mercados internacionais refletiram, ainda que por causa do fuso horário, a euforia desencadeada pela decisão do Fed. Na quarta, quando o BC dos EUA anunciou a continuidade do seu programa de compras de títulos, as principais bolsas europeias já haviam fechado. Ontem, porém, o índice que reúne as ações mais negociadas na Europa, o FTSEurofirst 300 subiu 0,6% e atingiu o patamar mais alto desde 2008 — ano em que o mundo foi lançado na maior crise financeira dos últimos 80 anos.
Para o economista-chefe da Geral Investimentos, Denilson Alencastro, a oscilação nos pregões permanecerá por um longo tempo, em função das incertezas sobre até quando haverá fatura de dinheiro barato circulando nos mercados, devido às injeções de liquidez providas pelo Fed mensalmente. "Ainda veremos essa volatilidade por muitas outras sessões", disse.
Estragos
No mercado de câmbio, em que os efeitos de uma possível reversão no programa do Fed vinha provocando estragos devastadores nas moedas, o dia foi de correção de expectativas. Após despencar mais de 2,9% na quarta-feira, a moeda norte-americana encerrou o dia, ontem, em alta de 0,33%, negociada a R$ 2,202 para a venda.
Foi uma correção ainda pequena diante do patamar que a divisa vinha testando nos últimos pregões e que, na avaliação do especialista em câmbio Sidnei Nehme, economista da NGO Corretora, deverá ser alcançada em breve. "O dólar deve ficar entre R$ 2,20 e R$ 2,25 até bem próximo do fim do ano. Mas, no finzinho de dezembro, deve pular de novo para R$ 2,30", disse.
Nehme explica que, tradicionalmente, nos últimos dias do ano, há menos recursos em moeda estrangeira circulando no mercado brasileiro, em função das remessas que bancos e empresas estrangeiras fazem para as matrizes. Caso esse movimento se aprofunde, há chance de piora nas transações correntes do país — indicador que mede as entradas e saídas de recursos na economia.
Até julho, o deficit nessa conta estava em US$ 77,7 bilhões, valor correspondente a 3,4% do Produto Interno Bruto, a soma de toda a riqueza produzida no país em um ano. Mas, para Nehme, com a decisão do Fed, a perspectiva é de que essa sangria possa, se não estancar, pelo menos ser reduzida.
"Tínhamos, até agora, a expectativa de que o início da reversão do programa de compras de ativos acentuaria a saída de recursos do país", disse. Ele lembra que, com a manutenção dos estímulos pelo Fed, os juros dos títulos de dívida do governo norte-americano deverão cair. "Ao mesmo tempo, nossas taxas passam a ser mais atrativas, incentivando o especulador a vir aqui ganhar com a diferença."
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