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Empresas brasileiras sobrevivem por mais tempo, mas 15% ainda ‘morrem’ no 1º ano
A categoria que mais cresceu em 2012, foi a chamada MEI – Microempreendedor Individual, com 849.782, segundo o IBPT.
O brasileiro é conhecido por várias características. A de empreendedor é uma delas e nos últimos anos ela vem amadurecendo e dando bons resultados. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) tem um índice chamado “Empresômetro” que mede a quantidade de novos negócios no país. Este ano, de janeiro até setembro, o Brasil passou a ter 1.297.685 novas empresas.
O estudo mostra as categorias, a distribuição pelas regiões do país e o setores. As de serviços foram as que mais cresceram esse ano. Em segundo veio comércio, seguido pela indústria. A maioria delas – 97% – , é de empresas privadas. A categoria que mais cresceu em 2012, foi a chamada MEI – Microempreendedor Individual, com 849.782, segundo o IBPT.
“Há uma criação maior de pequenos empreendimentos em dois momentos da economia – quando está muito bem ou muito mal. Quando há um desemprego maior, as pessoas pegam suas economias e aplicam num pequeno negócio. Nos últimos anos, como não vivemos essa situação, houve uma quantidade importante de formalização dessas empresas”, diz Gilberto Amaral, coordenador de estudos do IBPT.
Nesta terça-feira o instituto vai divulgar um estudo mais completo sobre o quadro geral das empresas no Brasil. Com exclusividade para o G1, o coordenador do IBPT antecipou um dado importante e que revela a maturidade dos empreendedores brasileiros – a mortalidade das empresas, ou seja, as que “morrem” no primeiro ano de vida, é hoje de 15% do total dos novos negócios. Segundo o IBPT, isso é menos da metade do que acontecia no Brasil na década de 70.
“No passado a principal causa era a falta de acesso ao crédito. Atualmente, é a falta de estrutura e planejamento. Hoje, para empreender é necessário ter uma analise boa do mercado porque a concorrência é maior. Esse quadro demonstra um maior grau de maturidade das empresas”, afirma Gilberto Amaral.
O crédito é um dos combustíveis do desempenho do “empresômetro”. A escolha pelo setor de serviços é um reflexo da economia atual em que há muito emprego, renda em alta e apetite por consumo. Mas o fôlego para manter esse ritmo de abertura de empresas pode estar chegando ao fim.
“Não vejo mais espaço para a abertura de tantos novos negócios, principalmente se olharmos as empresas fora da categoria MEI. A criação de filiais, por exemplo, tem diminuído de ritmo esse ano. Para o ano que vem, não vejo um cenário melhor, mesmo com a recuperação da economia. Mesmo em 2012, não devemos repetir o desempenho de 2011 ou 2010. A construção civil puxou muitos negócios até hoje, agora tende a se acomodar, assim como em vários setores”, avalia o coordenador do IBPT.
Ainda assim, o empreendedor brasileiro de hoje é mais arrojado e mais focado em seus planos. As novas tecnologias disponíveis principalmente para o consumo, também ajudam muito – por exemplo a internet, os pagamentos com cartão de crédito. É preciso mais de “software” do que de “hardware” para começar um negócio.
“Essas pequenas empresas, da categoria MEI, não dependem de um grande investimento. A empresa surge em razão do sócio e não das mercadorias que serão vendidas. Elas precisam contar com a habilidade dos empreendedores.
No estudo que será divulgado nesta terça-feira, o IBPT vai mostrar que o país tem hoje mais de 12 milhões de empreendimentos ativos, entre empresas, entidades privadas, órgãos públicos, estrangeiras, entre outras. Numa conta simples, feita durante a entrevista com o G1, Gilberto Amaral fica feliz com o resultado.
“Se a gente divide esses 12 milhões pela população brasileira, é como se tivéssemos uma empresa para cada 16 habitantes. Não tenho uma comparação com outros países, mas o número me surpreendeu e acho muito positivo para o país”, disse o executivo.
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