A Receita Federal destaca que, caso o contribuinte regularize todas as omissões de obrigações acessórias, antes da publicação do Ato Declaratório Executivo (ADE), ainda será possível evitar a declaração de inaptidão
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Cartão é o que mais provoca a inadimplência
Pesquisa da Boa Vista SCPC revela que 64% dos inadimplentes apontam o não pagamento do cartão como causador do calote
O cartão de crédito é líder absoluto como meio de pagamento que levou os brasileiros à inadimplência. Em três meses, o porcentual de pessoas que apontou o cartão como o motivo para ter ingressado na lista de devedores cresceu cerca de 70%. Em setembro, 37% dos inadimplentes deviam no cartão. Hoje essa participação é de 64%, aponta a pesquisa da Boa Vista SCPC, com 1.173 inadimplentes para traçar o perfil desse grupo.
O empréstimo pessoal ficou na vice-liderança do ranking de meios de pagamento que provocaram o calote. Em setembro, 14% dos entrevistados tinham informado que o não pagamento de empréstimo pessoal gerou inadimplência. Hoje essa participação mais que dobrou e chega a de 33%.
Os dados mostram que o cartão de crédito é a principal forma de pagamento que provocou inadimplência para todas as faixas etárias, com destaque para os que têm menos de 25 anos. Já a incidência da inadimplência no crédito pessoal está concentrada entre as pessoas que têm entre 51 e 55 anos.
"O avanço da inadimplência no cartão e no crédito pessoal puxou para cima o total valor da dívida não paga", observa Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC e responsável pela pesquisa. Ele destaca, por exemplo, que hoje 23% dos inadimplentes informam que devem, ao todo, mais de R$ 5 mil e 22%, entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Em setembro último, a composição dos débitos era completamente diferente: o maior grupo isoladamente (29%) tinha pendências totais de até R$ 500 e 15% e 17% deviam entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, e acima de R$ 5 mil, respectivamente. O total de inadimplentes com pendências inferiores a R$ 500 caiu para 8% na enquete deste mês.
Motivo. O desemprego continua sendo o principal motivo da inadimplência, mas com uma relevância muito maior. Em setembro, por exemplo, 39% dos entrevistados alegaram a perda do emprego como o fator que provocou o calote. Agora, esse participação subiu para 50%. Já o descontrole de gastos praticamente manteve a sua influência como motivo da inadimplência no intervalo entre as duas pesquisas.
Na opinião de Calife, não é contraditório o fato de o desemprego ter sido apontado como principal fator para a inadimplência, num momento em que a economia está em pleno emprego. É que para quem perdeu o emprego, mesmo que seja uma minoria, esse fator é crucial para o não pagamento de dívidas já contratadas. "O brasileiro vive com pouca poupança e, quando tem alguma restrição de renda, seja por desemprego ou outro motivo, fica inadimplente", argumenta o economista.
Outro resultado que chama a atenção é o tipo de gasto que provocou a inadimplência. As despesas com alimentação e vestuário lideram o ranking, com porcentuais neste mês de 46% e 35%, respectivamente. Em setembro, os gastos com alimentação e vestuário estavam no topo da lista, mas com participações de 32% e de 26%, respectivamente.
Já os segmentos de veículos e móveis e eletrodomésticos não são apontados como os principais causadores de inadimplência. Segundo Calife, o fato de os financiamentos nesses grupos serem de longo prazo e terem a garantia real - isto é, em caso de inadimplência o produto pode ser confiscado - faz com que o consumidor não atrase o pagamento dessas prestações. Por isso, ele deixa de pagar outras faturas, como, por exemplo, a do cartão de crédito, para pagar os financiamentos de veículos.
"Um item que vem aparecendo com frequência nas últimas pesquisas como motivo importante para o ingresso na lista de inadimplentes é o não pagamento de contas de água, luz e gás", observa o economista.
Na pesquisa da Boa Vista SCPC deste mês, por exemplo, 19% dos inadimplentes informaram que deixaram de pagar contas de serviços prestados por essas concessionárias. Em setembro último, esse porcentual estava em 12%.
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