A partir de 1º de junho o Ministério do Trabalho e Emprego já receberá as declarações
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Gestão focada em resultados: modelo não é para todos os profissionais!
No modelo mais agressivo e competidor, profissional deve ser muito comprometido com o trabalho, diz consultor
No mercado de trabalho, existem empresas com diversos tipos de gestão e, entre eles, o mais agressivo é o focado em resultados. Nesse modelo, o ambiente de trabalho é mais competitivo e, por isso, nem todos os profissionais têm o perfil para trabalhar em empresas assim.
Segundo o consultor de carreira da Thomas Case & Associados, Eduardo Bahi, no modelo de gestão mais agressivo e competidor, o profissional deve ser muito comprometido com o trabalho.
“Comprometido significa não ter hora para iniciar nem para terminar o trabalho. O expediente é definido pelo escopo de trabalho e não pelo horário do almoço, jantar ou café da manhã rotineiros", explica Bahi, para quem um profissional comprometido é aquele que tem uma ideia dormindo, acorda e começa a colocá-la no papel.
Ele acrescenta ainda que ser comprometido é estar à disposição da empresa ou do cliente domingo à tarde, por exemplo. “Comprometimento, para se ter sucesso em um ambiente competitivo, é saber estar com a família e trabalhar simultaneamente, sem perder os dois focos”, declara.
Perfil desejado
Segundo Bahi, no modelo de gestão mais agressivo, o profissional deve ser objetivo, decisivo, pró-ativo, dinâmico e ambicioso. Além dessas características, a pessoa deve ter noção de urgência. “Enxergar o negócio como um todo, mas na direção do cliente, sempre entendendo que seus resultados devem estar também na direção da missão e dos valores da empresa”, disse.
Por isso, as empresas buscam pessoas que tenham espírito de equipe, sejam dinâmicas, com iniciativa, comunicativas e eficazes.
O especialista explica ainda que empresas competitivas necessitam de profissionais que não estão sujeitos somente às metas estabelecidas por elas, mas sujeitos às suas próprias metas. São profissionais que definem seu próprio ritmo e metas individuais, superando-se a cada momento e sendo cobrados por si mesmos.
Líder no ambiente competitivo
Nesse modelo de gestão, Bahi afirma que o líder deve indicar a direção para atingir as metas, ser severo quando necessário, porém, flexível para se adaptar às mudanças rápidas.
É necessário também cobrar resultados sem acabar por "massacrar" a sua equipe, ser um grande facilitador e estar atento a cada pessoa do seu time, entendendo o que faz cada uma se motivar.
Ambiente competitivo é saudável?
O ambiente competitivo deixa de ser saudável quando as regras estabelecidas não são obedecidas ou quando os valores éticos são quebrados. “Ele deixa de ser saudável quando a ética não tem limite e o ambiente deixa de ser harmônico, criando comportamentos distintos, levando a uma falta de união ou a uma competição desleal”, explica Bahi.
Em relação a como a empresa é vista no mercado, o especialista afirma que: “toda empresa que pretende se manter no mercado globalizado, competitivo por natureza, deve ter este modelo. Ela é vista como uma empresa séria, comprometida com seus clientes e com seus funcionários, uma empresa conquistadora”.
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